Defensivos
Manejo integrado e rotação de moléculas: por que variar o defensivo usado
O problema de usar sempre o mesmo mecanismo de ação
Quando a mesma molécula, ou moléculas do mesmo grupo químico, são aplicadas repetidamente safra após safra, a pressão de seleção favorece os indivíduos da praga naturalmente mais tolerantes a ela. Com o tempo, essa população tolerante se torna dominante — e o produto que antes controlava bem deixa de funcionar, mesmo aplicado na dose recomendada.
Rotação de moléculas: o que muda
Rotacionar moléculas significa alternar, ao longo da safra ou entre safras, produtos com mecanismos de ação diferentes — não apenas marcas diferentes do mesmo princípio ativo. Um exemplo prático dentro do portfólio da Nossa Terra é o uso do Atom (SML), com Diflubenzuron, alternado com outros mecanismos de ação, e do Pilarvant (Pilarquim), com Lufenuron — ambos indicados justamente para compor estratégias de rotação e manejo de resistência, e não para uso isolado contínuo.
Como planejar a rotação na prática
O manejo integrado de resistência começa no planejamento da safra, não na hora em que a praga já não responde mais ao produto de sempre. Isso envolve identificar o grupo químico de cada defensivo usado no programa e garantir que, de uma aplicação para outra, o mecanismo de ação mude — mesmo quando o alvo (a praga) continua sendo o mesmo.
Por que isso protege o investimento da sua lavoura
Resistência de praga não é um problema apenas técnico — é um problema econômico: quando ela se instala, o produtor precisa de mais aplicações, doses maiores ou produtos mais caros para obter o mesmo controle. Rotacionar moléculas desde o início é a forma mais barata de manter a eficácia do portfólio de defensivos ao longo dos anos.
